De Mãos Dadas

22 de janeiro: São Vizente de Fora

O Mosteiro de São Vizente de Fora é fruto da promessa feita pelo Rei D. Afonso Henriques depois de conseguir conquistar a cidade aos muçulmanos em 1147, e foi levantado “fora” das muralhas. Mais tarde, o Mosteiro seria reconstruído durante a dinastia filipina pelos arquiteto italiano Filippo Terzi e o espanhol Juan Herrera e é considerada a primeira grande construção maneirista em Portugal, servindo de modelo a outras construções religiosas. Atualmente é a sede do Patriarcado de Lisboa e encontram-se no seu interior os Panteões da Casa Real de Bragança e dos Patriarcas de Lisboa.

22 de janeiro: São Vizente de Fora
São Vizente de Fora (Wikipedia)

12 de janeiro: Apostolado de Zurbarán no MNAA

O Museu Nacional de Arte Antiga conserva nas suas salas um Apostolado, executado na oficina de Zurbarán, com a representação dos santos em tamanho natural. É a única assinada e datada pelo pintor (Fran.co de Zurbaran faciebat, 1633). Afirmando a unidade do dogma, como símbolo e espelho da Igreja triunfante numa época ainda de Contra-Reforma, o conjunto destinava-se, talvez por vontade de Filipe IV (III de Portugal), ao Mosteiro dos Cónegos Regrantes de São Vicente de Fora, em Lisboa, ainda durante a década de 1630.

Entre 2019 e 2020 teve lugar no Museu Nacional de Arte Antiga a exposição Apostolados. Pedes In Terra Ad Sidera Visus que veio a estabelecer um diálogo único entre os a exposição Apostolados. Pedes In Terra Ad Sidera Visus de dois artistas espanhóis de diferentes épocas e estilos: Francisco de Zurbarán e José María Cano.

12 de janeiro: Apostolado de Zurbarán no MNAA
Apostolados. Pedes in terra ad sidera visus

30 de dezembro: Marquesa de Alorna

Poetisa, tradutora e pedagoga portuguesa, nascida em 1750 e falecida em 1839, D. Leonor de Almeida Portugal Lorena e Lencastre, mais conhecida por Marquesa de Alorna, foi uma figura de rara erudição, autora de uma obra epistolar ainda por descobrir e grande divulgadora das novas ideias vindas da Europa. Faleceu em 11 de Outubro de 1839, segundo algumas teorias, na Rua do Salitre de Lisboa, no Palácio onde hoje se situam o Consulado Geral e a Embaixada de Espanha em Lisboa.

30 de dezembro: Marquesa de Alorna
Marquesa de Alorna (Coleção do Marquês de Fronteira, Portugal)

23 de dezembro: Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés

Os Parques Naturais de Peneda-Gerês (Portugal) e Baixa Limia–Xurés (Espanha) são uma das maiores atracções naturais da Península Ibérica pela beleza paisagística e pelo valor ecológico e etnográfico, assim como a variedade de fauna (íbex-ibéricos, corços, garranos, labos, aves de rapina) e flora (pinheiros, teixos, castanheiros, carvalhos e várias plantas medicinais). É considerado pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera de forma a possibilitar a conservação do solo, da água, da flora, da fauna e da paisagem. É desde 1997, que os dois parques, o espanhol de um lado, e o português de outro, formam o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés e, a Reserva da Biosfera com o mesmo nome.

23 de dezembro: Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés
Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés (Gerador)

18 de dezembro: A Fragata Numancia

Este navio mitológico para o imaginário espanhol foi o primeiro navio blindado a dar a volta ao mundo em 1867. Benito Pérez Galdós, cujo centenário comemoramos este ano, escolheu-o como protagonista de uma das suas novelas e transformou-a numa estrela literária.

Como navio de guerra teve uma longa vida, embora, depois de sua juventude, passou por uma profunda crise pessoal e ressurgiu como um navio salvador de pessoas, ideias e causas perdas. Os navios têm vida própria? É um assunto que a literatura tem tratado com especial interesse, desde a eterna jornada do Flying Dutchman até o Pequod em busca de Moby Dick, os navios fazem parte do imaginário literário.

La Numancia tem essa qualidade. Depois de mil batalhas e aventuras, no final dos seus dias escapa do destino cruel que os homens lhe tinham colocado como sucata e vem descansar… para Sesimbra.

No meio de uma tempestade que se desencadeou, ele naufragou em sua bela praia. Os habitantes de Sesimbra salvam todos os seus tripulantes e transformam-no no El Vapor, um presente para as crianças que durante décadas brincaram nos seus restos e onde ainda hoje é possível mergulhar.

(Texto de Emilio Martín Bauza e Ignacio Vázquez Moliní, baseado no artigo El reposo de la Fragata Numancia, Entreletras.eu).

18 de dezembro: A Fragata Numancia
A Fragata Numancia

13 de dezembro: Vasco Pereira Lusitano

Hoje é a clausura da exposição temporária da obra Virgem del Buen Aire, uma obra prima do pintor Vasco Pereira Lusitano, no Museu Nacional de Arte Antiga.

Vasco Pereira nasceu em Lisboa entre os anos 1536 e 1537, mas provavelmente a família dele era originaria de Évora. Estudou pintura em Sevilla com um dos mais importantes pintores italianos da segunda metade do século XVI, Luis de Vargas, que também foi maestro de Francisco Venegas, um pintor sevilhano que mais tarde se trasladou a Lisboa. Vasco Pereira foi um dos melhores maestros sevilhanos da sua geração e certamente o pintor português mais importante da segunda metade do século XVI. Ele próprio fundou uma linhagem artística que, passando através do seu genro, continuou até Murillo.

13 de dezembro: Vasco Pereira Lusitano
Virgem del Buen Aire, Vasco Pereira Lusitano (1536/7-1609), 1603, ©Sotheby’s Londres